Portugal Exportador vai reunir mil empresas "num mundo de informação"

O Portugal Exportador vai reunir, no dia 23, em Lisboa, mais de 1.000 empresas, embaixadas de 20 mercados e cerca de 300 participantes, "num mundo de informação" para os exportadores, avançou a AIP.

Todos os anos recebemos cerca de 1.000 empresas exportadoras e, em termos de visitantes, expositores e consultores, uns 300 [...]. Pelas embaixadas vamos ter 20 mercados representados", adiantou a diretora das relações internacionais da fundação AIP, Fátima Vila Maior, em declarações à Lusa.

O evento, que terá lugar no Centro de Congressos de Lisboa, tem por objetivo ser "um mundo de informação para empresas exportadoras e para as que se querem iniciar nesta atividade", permitindo criar oportunidades nos diferentes mercados de exportação.

Nesta edição, a iniciativa, que é organizada em parceria com o Novo Banco e a AICEP -- Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, vai contar com cafés temáticos, onde vão ser debatidos temas como o 'marketing' digital ou informação sobre mercados.

Destaca-se ainda um 'digital lab', através do qual as empresas podem acelerar os processos digitais, essenciais para a internacionalização.

"Hoje em dia, uma empresa que se quer internacionaliza tem que ter um conjunto de valências, como uma loja 'online', processos de pagamento ou uma abrangência internacional e, por vezes, não é fácil uma PME [pequena e média empresa] ter esse tipo de fornecedores", sublinhou Fátima Vila Maior.

Somam-se reuniões 'B2B' (modelo de negócio em que o cliente também é uma empresa), consultoria em áreas como transportes, embalagens ou garantias mútuas.

O Novo Banco irá divulgar informações sobre instrumentos financeiros, enquanto a AICEP ficará responsável por divulgar dados relativos aos mercados.

Neste evento, vão também ser realizados diagnósticos de internacionalização e 'workshops', onde serão abordados temas como aumentar as vendas 'online' ou ter lojas de sucesso.

"Vamos ter um conjunto de 'business angels' [investidores informais] que vão ter reuniões com as empresas para encontrarem parcerias e outras atividades que tenham a ver com os seus objetivos", acrescentou.

As pequenas empresas podem aceder a uma 'nursery', um espaço que vai contar, permanentemente, com quatro consultores a fazer diagnósticos, por exemplo, ajudando as empresas a adaptar o seu produto ao mercado.

Os visitantes podem ainda participar em 'web buyers' de mercados como Alemanha, Brasil, Colômbia, México, Singapura ou Reino Unido.

"É uma oportunidade excelente para uma empresa, sobretudo para uma PME, ter consultoria com quem, de facto, conhece os mercados e poder encontrar aqui o seu parceiro ou fornecedor, que seja mais adaptável ao seu tipo de produto e informação", considerou a diretora das relações internacionais da AIP.

Fátima Vila Maior assinalou que, nos últimos anos, o processo de exportação sofreu uma "alteração completa", por exemplo, tendo agora um custo, no que se refere aos transportes, superior.

"Se calhar, as empresas hoje têm necessidade de redefinir geograficamente os seus mercados [...]. Sem falar na sustentabilidade do planeta, que nos faz querer procurar geografias mais próximas. Hoje em dia, com todas as alterações geopolíticas, os nossos mercados de exportação vão sofrer e temos que encontrar alternativas", concluiu.